terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais Um Caipira

Quando você vê um caipira chegando na cidade grande
Saiba que com ele vem muita desconfiança
Pois no fundo ele sabe que aqui no mundo moderno
Quanto mais se corre menos se ganha,
E quem não corre morre, ou seja!? Todo mundo já sabe como é que se trama.
A vida não para e a gente se cansa
De só ter esperança, de um dia isso tudo mudar

A espera na terra de onde ele veio
É pelo amanhecer orvalhado
Na tardinha o cheiro de lenha queimando
Ai já vem a viola chorando pra receber com poesia a luz do luar,
Luz que ilumina quem canta, e quem ta ali pra escutar

Estórias que o povo contava de um tempo estranho
Lobisomem, sacis, almas penadas.
Que tenho certeza, morreriam de medo, se na linha vermelha passassem por um tiroteio
Estórias que viram piadas, rimas cantadas, mote pra fazer canção
Esse mundo moderno, já virou piada ninguém sabe de nada
E aqui como sempre o empregado sustenta o patrão.

domingo, 25 de julho de 2010

d`leon

QUERIDOS. ESTAREMOS EU MINEIRO CIBELLE E YAN. NO DIA 30 SEXTA-FEIRA NO BAR D`LEON. SERÁ A FESTA DO FINAL DO CURSO MONTAGEM "FILHOS DO BRASIL" DA GALERA AQUI DE SÃO PAULO. APROVEITO PRA DIZER QUE A PEÇA TEM AS DUAS ULTIMAS APRESENTAÇÕES MARCADAS PARA OS DIAS 29 E 30 DE JULHO AS 21:00 NO TEATRO DIAS GOMES. QUEM AINDA NÃO VIU APAREÇA E QUE JÁ VIU VENHA VER NOVAMENTE E VAMOS DEPOIS DA PEÇA COMEMORAR.

GRANDE BEIJO

LÉO

D`Leon - Rua República do Iraque, 1298 Campo Belo - São Paulo/SP

Teatro Dias Gomes Rua:
Domingos de Moraes, 348 Vila Mariana.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

E Agora?

E agora, o que faremos eu e você?
Será que foi a vida que quis assim?
Eu prefiro colocar a culpa nela. É mais fácil pra mim.
E se eu tivesse te abraçado mais e errado menos
Ou tivesse errado mais, a cada dia penso em ter sido diferente
Mas não teria sido aquilo que por um tempo você amou
Talvez tivesse sido pior, o que nos resta além das recordações?
Um porta retratos vazio, uma casa desarrumada
e uma vontade louca de ter uma maquina do tempo



(Léo Pinheiro)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Léo Mineiro e Cibelle FIDALGA

Galera, estaremos eu Mineiro e Cibelle no FIDALGA Vila Madalena nessa quinta 22-07. Esperamos todos lá. Depois da peça FILHOS DO BRASIL no Teatro Dias Gomes.
beijos
beijos e beijos

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Por existir poetas como esse é que eu deveria parar de escrever.

Nordestino
Nordestino, antes de tudo,
É um povo dos mais forte...
Pois é preciso coragem
Pra deixar o nosso norte
E seguir, pro sul distante,
Se vestir de viajante
Caminhar junto com a sorte.

Não tem que temer a morte
Não pode fugir da meta
Seguindo a estrada longa
Desenhando a própria seta
E cantando a vida em rima
Pois a gente lá de cima
Quando nasce, já é poeta.

No meu caso, já acerta
Quem diz: “esse já sofreu”!
Eita, verdade terrível!
Mas só quem sabe sou eu!
Haja prosa pra contar!
Se ocês quisé escutar,
Conto já o que aconteceu.

Vim de lá mais a família
Meus menino, minha muié
Nas trouxa, poucos pertence
Nos peito sobrava fé!
E os óio sempre cansado
Rezava, ajoelhado,
Pedindo viver de pé!

Quando consegui emprego
Fui vivê de tocador
Tocava mambo e bolero
Eu batucava o que for!
E se é o forró que retumba,
Na falta de uma zabumba,
Atacava de bongô!

A muié voltou pro norte
Num dava pra sustentar...
Os menino foram junto
Que aqui não tinha lugar.
E eu, buscando uma vida
Cá nas terra prometida
Sedento na beira do mar.

Nordestino, antes de tudo,
É povo que sempre luta
Não deixa morrer a honra
Não treme numa disputa.
Quando precisa, ele fala,
Se for melhor, ele cala
Se é necessário, ele escuta.

Vai buscar sonho no sul
Fugindo da terra agreste
Do sol que lhe queima o couro
E o couro que ele veste.
E sonha que a chuva desça
Que molhe sua cabeça
Que refresque seu nordeste.

Deixando a terra natal
Chegando na tal cidade
Buscando o sonho de vida
A simples felicidade!
Correndo o risco da fome
De esquecer o próprio nome
De mergulhar na saudade.

Saudade de sua terra
Onde deixou sua gente
Das roça de sua família
De cada planta ou semente.
Das noites de cantoria
Das rezas, das romaria,
Do sol tão forte, tão quente.

O sol, senhor dos seus dias
Vigia, permanece a pino
Até o fim, desde o início
Regendo o nosso destino.
Um dia, eu volto pras terra
E o mundo vai saber quem berra
Esse canto nordestino.

(Rodrigo Sestrem)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E outra coisa, o blog é meu eu escrevo o que eu quiser, quando eu quiser e do jeito que eu quiser.

Eu pago e você me engana

O mundo está completamente maluco, as pessoas perderam completamente a noção do limite do ridículo, me falta forças pra tentar entender qualquer uma dessas coisas. Está tudo de cabeça pra baixo, o cara vem e caga na sua cabeça e você diz amém, ou seu patrão te acha um bosta e mesmo assim você sorri pra ele no dia seguinte. Fora aqueles, que pagam pra serem enganados. Nas academias nos cursos de qualquer coisa. Ninguém ouvir a verdade e quem fala a verdade é tido como louco. E viva Juraildes da Cruz que foi indicado a melhor cantor regional de 2010. O lance é se policiar e pensar qual é o seu objetivo nessa vida, o que você está fazendo do seu dia, da sua semana. E quando você acredita em alguém e é surpreendido com realidade fria e cruel de ser enganado. Eu tenho pena dessa gente que ainda vai tentar, me ofereceram esperança e eu mandei todo mundo a puta que pariu. Eu acho que tem jeito pro mundo, só não me contaram ainda qual é, mas tem sim.

(Léo Pinheiro)

domingo, 11 de julho de 2010

Mais uma vez

A cada dia um novo sonho
e uma nova desilusão
Um novo começo,
uma vontade de ir em frente
E o medo do desconhecido.
O amor pela paixão
de levantar de manhã
e fazer o que se gosta
e lembrar de tudo que se foi
com um certo carinho
mesmo com aqueles
que tanto te fizeram sofrer
o importante é poder chorar
e chorar e sorrir
e cantar e desistir e recomeçar
sempre, sempre
e mesmo depois de tudo
ainda conseguir acreditar
em algo novo
em alguém de novo e de novo
e assim deixar o rastro
que cada um de nós deve deixar

(Léo Pinheiro)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Ultimo Bilhete

e se hoje a saudade
te fizer chorar
e a noite sozinha
o meu nome chamar
te acenei com a mão
e você nem ligou
fiquei sozinho na estrada
e você não parou

cada dia é um dia
e o tempo vai passar
minha fotografia
você vai guardar
mas aceite um conselho
pro seu novo amor
a regra é não procurar
o que já se encontrou

(Léo Pinheiro)